Simples Nacional ou Novo Sistema? Até setembro de 2026, MEIs e Empresas do Simples precisam decidir

Empresas do Simples Nacional e MEIs têm até setembro de 2026 para decidir se continuam no regime favorecido ou migram para CBS e IBS em 2027. Entenda o que está em jogo.

SIMPLES NACIONAL | REFORMA TRIBUTÁRIA | DECISÃO ESTRATÉGICA

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7/6/20263 min read

Uma das decisões mais importantes que donos de pequenas empresas e MEIs terão que tomar em 2026 está chegando — e o prazo é setembro deste ano.

A Resolução 186/2026 do Comitê Gestor do Simples Nacional definiu que empresas optantes pelo Simples Nacional e MEIs terão até setembro de 2026 para optar se, em 2027, continuarão a pagar impostos pelo regime favorecido ou se migrarão para o novo sistema tributário baseado em CBS e IBS.

É uma decisão que parece técnica — mas tem impacto estratégico real. E ela precisa ser tomada com base em números, não em intuição.

O que está sendo decidido?

Com a Reforma Tributária, o Brasil está criando um novo modelo de tributação sobre o consumo. O Simples Nacional, por ser um regime especial, não é automaticamente substituído pelo IBS e pela CBS — ele continua existindo, mas passa por adaptações.

Em 2027, quando o IBS e a CBS começam a ser cobrados com alíquotas efetivas, as empresas do Simples terão duas opções:

Opção 1 — Permanecer no Simples Nacional A empresa continua recolhendo seus impostos pelo DAS, dentro das faixas e alíquotas do regime simplificado. As regras do Simples serão adaptadas gradualmente para conviver com o novo sistema.

Opção 2 — Migrar para o novo sistema (CBS + IBS) A empresa sai do Simples e passa a apurar e recolher CBS e IBS dentro da lógica do novo sistema, com crédito amplo ao longo da cadeia produtiva.

Quem pode se beneficiar da migração?

A migração para o novo sistema pode ser vantajosa para empresas que:

Vendem muito para outras empresas (B2B) No novo sistema, os compradores preferirão fornecedores dentro do regime regular, pois poderão aproveitar créditos de CBS e IBS nas suas compras. Fornecedores no Simples não geram crédito da mesma forma — o que pode torná-los menos competitivos em cadeias B2B.

Têm muitas despesas com insumos tributáveis No novo sistema, a empresa pode aproveitar o crédito dos tributos pagos nas aquisições. Se sua empresa compra muito e essas compras geram crédito, pode ser mais vantajoso estar no sistema regular.

Têm margem de lucro alta e faturamento próximo ao teto do Simples Nessas situações, as alíquotas do Simples podem ser menos competitivas do que o novo sistema.

Quem provavelmente deve permanecer no Simples?

A permanência no Simples tende a ser mais vantajosa para:

Empresas com foco em consumidor final (B2C) Quando o cliente é a pessoa física, a questão dos créditos B2B perde relevância. O Simples tende a ser mais simples e menos oneroso para quem vende diretamente ao consumidor.

Empresas com faturamento baixo e estrutura enxuta Para quem fatura pouco e tem poucas despesas tributáveis, a simplicidade do DAS ainda é uma grande vantagem.

Prestadores de serviços para o consumidor final Salões de beleza, pequenas clínicas, restaurantes, serviços locais — em geral, o Simples continua sendo vantajoso.

Por que a decisão precisa ser tomada com dados?

Não existe uma resposta universal. A decisão correta depende do perfil específico da sua empresa — faturamento, margem, cadeia de fornecedores e clientes, estrutura de custos.

Uma empresa que migre para o novo sistema sem análise adequada pode acabar pagando mais impostos e enfrentando obrigações acessórias mais complexas. Uma empresa que fique no Simples sem avaliar se deveria migrar pode perder competitividade B2B e oportunidade de créditos.

O prazo de setembro de 2026 é real. E a análise precisa ser feita antes disso.

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